Hoje eu quero apresentar minha amiga Bianca, também conhecida como Biagastro e como ela emagreceu 75kg! Para você que costuma pensar “com cirurgia até eu”. Lembro que para uma pessoa optar pela bariátrica provavelmente ela chegou em um estado insustentável, com obesidade em grau elevado (IMC acima de 40) e várias complicações relacionadas, podendo a doença (sim, obesidade é doença, é uma pandemia e não adianta querer negar isso)  levar até mesmo ao óbito. Infelizmente hoje algumas pessoas pensam da seguinte maneira: “ah, se eu engordar mais tantos kg posso fazer a cirurgia, então vou me acabar de comer”. Agora eu te pergunto: você acredita que alguém com esta mentalidade vá conseguir manter o peso, independente de cirurgia? É por isso que eu falo, não interessa o meio, até cirurgia pode não trazer os resultados esperados caso você não emagreça sua mente.

Para você entender melhor todo o processo vou contar agora a história da Bia. Ela sempre apresentou problemas com o sobrepeso, desde a infância. E devido a problemas cardíacos (sopro), ela não podia praticar atividade física.

Bia com 6 meses
Bia com 6 meses

Na fase da adolescência ela conseguiu dar uma emagrecida, mas logo surgiram problemas na tireóide, fazendo com que engordasse novamente. Foi quando começou tratamento com nutricionista e endrocrinologista.

Só que aos 17 anos teve sua primeira gestação, abandonou os tratamentos e voltou para o efeito sanfona, chegando a 130kg aos 26 anos. Mas como a gente sabe ninguém chega a este peso de um dia para o outro. Foram anos de idas e vindas a médicos e muitos remédios para emagrecer, e é aquela velha história: ela até emagrecia, mas depois engordava tudo de novo e cada vez mais.

Após parto da filha, gravidez de alto risco, 118kg
Após parto da filha, gravidez de alto risco, 118kg

Assim como a maioria das pessoas que sofrem com sobrepeso, Bia sempre foi muito ansiosa, e descontava as emoções na comida, principalmente as mais gordurosas, cheias de açúcar e calorias.

Bia com 130kg
Bia com 130kg

O momento da virada, quando ela viu que não podia mais continuar onde estava, foi quando o médico disse que ela poderia morrer a qualquer momento devido ao sobrepeso. (você já viu este vídeo onde eu falo sobre isso?) De acordo com Bia, “o fundo do poço foi o melhor lugar onde já estive em minha vida, pois lá você só tem duas opções: ser forte e sair ou morrer lá”. Foi então que ela resolveu lutar e seguir o conselho do médico em operar, principalmente por causa dos sérios problemas de hipertensão e arritmia cardíaca que apresentava.

Bia após cirurgia, 130kg
Bia após cirurgia, 130kg

Ela comenta ainda que após a cirurgia viu que “não era um mar de rosas, pois a cirurgia é uma ferramenta, que nas mãos de quem não sabe usar não serve para muita coisa”. Isso pois muitas pessoas fazem o procedimento sem terem uma preparação psicológica suficiente e depois voltam a descontar os problemas na comida, vindo a engordar tudo que emagreceram.

Um ano após a cirurgia, Bia chegou a 53kg e 17% de gordura, mas ainda não estava satisfeita com o resultado, pois seu objetivo era definição muscular, muito mais do que o peso em si. Hoje pesa 61kg com 13% de gordura e está bem mais feliz.

Bia com 53kg
Bia com 53kg

E sua rotina não é fácil não. Ela acorda 6 horas todos os dias, toma suas vitaminas (fundamentais para quem faz uma cirurgia como essa), prepara as marmitas do dia inteiro e vai trabalhar. Chegando do trabalho adianta a comida para o dia seguinte (a importância do planejamento) e vai para a academia, independente do cansaço e sem desculpas, pois ela hoje entende a importância disso em sua vida. E ainda arranja tempo para ser mãe, esposa e dona do lar!

O conselho que ela dá para quem quer emagrecer, independente de quantos quilos, é: “nunca desista, nunca ache que não vai conseguir. Se você errou no almoço, acerte na janta. Se errou na terça, não espere a próxima segunda para recomeçar. E não importa o meio que você escolheu, atividade física, reeducação alimentar… força de vontade é a essência para que dê certo. Seu corpo é sua morada, cuide bem dele!”

Ela acredita que sua maior motivação foi a possibilidade de não ver mais os filhos, de não os ver crescendo, de não estar ao lado deles quando precisassem. Foi pensar que os filhos poderiam ficar órfãos de mãe simplesmente porque ela preferiu comer até morrer.

Hoje ela continua lutando contra sua mente, mas o importante é que agora ela ganha na maioria das vezes. Ela se permite matar as vontades de vez em quando, só que o mais importante é que a compulsão não a domina mais, hoje é ela quem controla sua mente.

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